Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembleias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.
Cresce maciçamente o uso de redes sociais pelos crentes, mas o risco de heresias preocupa.
Um estudo recentemente publicado confirma o perigo de que muita gente já desconfiava, mas ao qual faltava fundamentação: o uso inadequado das redes sociais acompanha o declínio estatístico na frequência às igrejas. O cientista Allen Downey, da Olin College de Engenharia da Computação, em Massachussets (EUA), encontrou fortes indícios de que a queda na filiação religiosa tem ligações com o aumento do uso da internet e, particularmente, de ferramentas como Facebook e Twitter, que não só tomam tempo excessivo das pessoas como as expõem a uma série de informações, conceitos e comportamentos prejudiciais à fé cristã. "O aumento do uso da rede mundial nas últimas duas décadas causou grande impacto na filiação religiosa", defende o pesquisador. Ele traçou paralelos entre a importância crescente das redes sociais no cotidiano das pessoas e a sua expressão de fé – e a correlação entre uma e outra ficou clara – em alguns cruzamentos de dados, o absenteísmo à igreja, entre usuários cristãos ativos de redes sociais, beira os trinta por cento. "É fácil imaginar que uma pessoa que foi educada em uma determinada religião possa se afastar dela, mas a proporção atual foge das tendências ao longo da história", conclui Downey.
Isso é apenas uma ponta do iceberg. Desde que as redes sociais entraram no ar para valer – a maior delas, o Facebook, acaba de completar dez anos e já contabiliza 1,2 bilhão de usuários –, seu uso, para todos os fins, só faz crescer. Pesquisa da Intel mostrou que os brasileiros são os que mais discutem religião na internet móvel e nas redes sociais. Tamanha multiplicidade de possibilidades tem tornado possíveis mudanças em diferentes aspectos relacionados à vida humana – inclusive, claro, a fé e a espiritualidade. "Já se pode falar em uma 'religiosidade cibernética', formato para expressão da fé surgida com o avanço da internet e das novas tecnologias", aponta a jornalista e doutora em Comunicação Social Magali do Nascimento Cunha, membro da Igreja Metodista e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo. Para ela, no ambiente virtual, isso significa uma nova dimensão no controle do sagrado e da doutrina, prerrogativa secularmente consolidada nas mãos da instituição religiosa e do líder espiritual. "Basta ter uma conta sem custo nas mais populares redes sociais digitais, como Facebook ou Twitter, e o espaço está garantido para a livre manifestação".
Nessa FaceChurch sem templo e sem púlpito, prossegue Magali, as tradições teológicas passaram a ser relativizadas, bem como a autoridade dos líderes clássicos. "Questionamentos são feitos a todo tempo, doutrinas e posturas teológicas contrários às perspectivas denominacionais são pregadas". Já é possível encontrar, por exemplo, comunidades virtuais como a Igreja Evangélica Virtual Deus Todo-poderoso, que oferece serviços como pedido de oração e aconselhamento. Entre os católicos, qualquer fiel já pode realizar o sacramento da confissão ou acender velas virtuais nas páginas do Face, e que procura algo mais moderninho – para dizer o mínimo – pode acessar a página do grupo Cristãos Libertos, cujo objetivo, dizem os mantenedores, é "demonstrar que o sexo antes e fora do casamento não é pecado". Nos comentários, é possível encontrar coisas de todo tipo, desde acusações de perversão sexual até elogios à postura "ousada e libertadora" do grupo. CRISTIANISMO HOJE tentou contato com os responsáveis pelo Cristãos Libertos, mas não obteve resposta. Já o responsável pela página da Igreja Evangélica Virtual, Dagoberto Prata, diz que realiza o trabalho sem nenhum interesse pessoal e que age sozinho, sem vínculo com igreja ou religião.
É claro que grande parte das pessoas que interage espiritualmente através das redes sociais tem a melhor das intenções e deseja, apenas, aprender mais sobre o Cristianismo e compartilhar a fé, discutir temas ligados à espiritualidade e manter contato com irmãos de perto e de longe. A pesquisa da Intel revelou que 39% dos entrevistados afirmaram ter o hábito de tratar do tema religião em celulares e tablets. Outro fator revelado pelo estudo é o grande número de brasileiros que admitem manter, no ambiente virtual, uma personalidade diferente daquela da vida real – cerca de 33 por cento. E outros 23% admitem postar informações falsas nas redes sociais de que participam. "A falta de ética e respeito pelos valores cristãos torna as redes sociais um caminho perigoso que pode levar até ao afastamento da fé e à apostasia", adverte o pastor e escritor João Chinelatto, de Brasília, que faz de sua página no Face e do Twitter, no qual diz ter 75 mil seguidores, uma extensão de seu ministério. "Existem obreiros fraudulentos, que usam essa ferramenta para enganar e se aproveitar da boa fé de muitos evangélicos."
BOATOS E HERESIAS
Segundo a Socialbakers, uma das maiores empresas de análise de público e tecnologia digital do mundo, o país é o vice-líder em acessos no Facebook, reunindo quase 80 milhões de usuários registrados na bilionária rede social. Líderes evangélicos já descobriram que as redes sociais são uma extensão praticamente ilimitada de seus púlpitos. Hoje, pastores já contabilizam milhões de seguidores no Twitter e têm suas páginas no Face acessadas por multidões que jamais caberiam numa igreja. O pastor e conferencista Cláudio Duarte, conhecido por suas mensagens bem humoradas sobre vida cristã e sexualidade, tem quase 1,7 milhão de fãs. Os polêmicos bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, e pastor Silas Malafaia, da igreja Vitória em Cristo, também arrastam multidões no Face e no Twitter. No microblog, tem aumentado exponencialmente as discussões sobre religião. A R18, empresa de monitoramento e análise de dados sediada em São Paulo, aferiu o pertencimento religioso de quem faz postagens desse tipo: 41% são veiculadas por católicos e 28,7%, por evangélicos, o que representa um aumento percentual ainda maior do segundo grupo.
"Não há nenhum outro grupo no Brasil com mais poder de mobilização na rede social do que os evangélicos", destaca o blogueiro Danilo Fernandes, editor do site Genizah, especializado em apologética e informação para o público cristão. "Há um enorme poder multiplicador, e as notícias, entre nós, se propagam rapidamente". De acordo com Danilo, isso acontece porque o crente, em geral, dá muita credibilidade ao que outros evangélicos dizem. Assim, uma notícia, novidade ou simples boato pode ganhar força de verdade. Foi assim, por exemplo, quando correu no Facebook a notícia de que o presidente americano, Barack Obama, teria anunciado que apenas as pessoas que tivessem implantado um microchip sob a pele teriam acesso a serviços de saúde no país. Alardeado pelos crentes como a marca da besta, prevista no Apocalipse, o boato mobilizou as páginas dos evangélicos até sucumbir por falta de comprovação. Muita gente também postou retumbantes "glórias a Deus" ante a informação de que 16 pessoas mortas nas enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro, há três anos, haviam ressuscitado graças às orações das igrejas locais. Infelizmente, nem elas e nem nenhuma outra das quase mil vítimas fatais voltaram à vida.
Para Danilo Fernandes, um dos maiores perigos dessa busca religiosa pelas redes sociais é justamente a falta de controle e a disseminação de heresias. "Isso está em todo lugar. Até gente com perfis fake atraem seguidores", aponta. Conhecido por sua mensagem radical, o blogueiro Julio Severo é um desses livre-pensadores que expõem, na grande rede, as mais diversas ideias. Ninguém conhece seu verdadeiro nome, como se sustenta e como vive sua fé. A pregação furiosa contra o homossexualismo já lhe rendeu diversos problemas – em entrevista a CRISTIANISMO HOJE, há cerca de cinco anos, ele se disse perseguido pelo governo brasileiro e ameaçado de morte – e sua homepage reúne os próprios textos, além de colaborações e citações de outros autores. "Ele é o cara que ninguém sabe, ninguém viu, mas faz um barulho danado", brinca Danilo. Mesmo assim, tem muilhares de seguidores – gente que não só reproduz o que posta, criando verdadeiros virais, como defende com unhas e dentes.
"A grande questão a ser considerada é a motivação com que o internauta utiliza a rede social", pondera o teólogo Ricardo Agreste, mestre em Missões Urbanas e pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas (SP). "E este é o aspecto mais crítico e que precisa ser considerado com cuidado por todos que fazem uso dessas mídias". Ativo no Facebook, Agreste observa que, neste verdadeiro big brother cotidiano, a ânsia por ser notado e ouvido faz com que muitas pessoas se exponham demais. "O desejo de ser e fazer notícia e saber acerca da intimidade alheia move milhões de usuários das mais variadas faixas etárias, classes sociais e confissões religiosas. No Facebook, qualquer indivíduo pode deixar o anonimato, mostrando ao maior número de pessoas o que faz, o que come, como se sente, o que veste e, na minoria das vezes, o que pensa".
Daí para o exagero e o pecado é um pulo, como adverte Augustus Nicodemus Lopes, ministro presbiteriano e professor de Teologia: "As mesmas pessoas que postam declarações de fé e amor a Jesus também transmitem conteúdo com palavras chulas e palavrões do pior tipo – até mesmo, fotos eróticas", critica. Com mais de 3 mil amigos na sua rede social, mas acessado por muito mais gente que procura suas reflexões e artigos publicados, Nicodemus defende que essa vulgarização é reflexo da superficialidade do Cristianismo brasileiro. "A pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrangem não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras."
"MÁS REFERÊNCIAS"
O professor Rafael Shoji, com pós-doutorado em Ciências da Religião, aponta especialmente os grupos neopentecostais como os que mais rapidamente têm se adaptado às redes. Pesquisador do Centro de Estudo de Religiões Alternativas (Ceral), entidade ligada à Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, ele frisa que o marketing tem migrado para a internet e existem várias técnicas de comunicação específicas desse meio, tanto do ponto de vista de produção da mensagem quanto do acompanhamento das reações, opiniões e dos sentimentos provocados. "Qualquer um que queira ter um impacto social hoje tem de atuar também no mundo digital", diz. O pastor Justin Vollmar é um dos religiosos que tiveram impacto na vida de muitos cristãos. Criador de uma página no Face intitulada Virtual Deaf Church ("Igreja virtual para surdos") e utilizando a linguagem de sinais, ele fazia pregações, divulgava material de cunho teológico e ganhou enorme visibilidade. Só que, recentemente, anunciou o fim de seu ministério com uma justificativa bombástica: tornou-se ateu. Em vídeo também divulgado pela rede, Vollmar admite que não crê mais em Deus e que está abandonando tudo. "Minha mente mudou completamente para o outro lado", diz. "No final, eu estou completamente convencido de que não há verdadeiramente nenhum Deus. É tudo bobagem".
"É preciso ter sinceridade de dizer que não temos boas referências produzidas pelos evangélicos. Então, buscamos verificar as tendências das grandes marcas e adesão do público, inclusive em âmbito internacional, para assim incluir a Igreja em projetos que busquem sua relevância no mundo, o que é mais importante", defende o diretor de Comunicação da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo, Thiago Crucitti. "É um erro ficar aderindo a todas as novidades que aparecem sem senso crítico". Um estudo publicado na revista Science confirma a tendência. Segundo os pesquisadores, um post que recebe aprovação dos leitores tem muito mais chance de receber as chamadas curtidas de outras pessoas, independentemente do conteúdo. Mas há quem use a maior rede social do planeta para ganhar almas no mundo virtual e trazê-las para a comunidade presencial. Uma das "manias" cristãs dos últimos tempos no Facebook é a campanha intitulada Lançai a Palavra. O desafio, lançado no início deste ano, tem feito milhares de internautas cristãos ligarem a webcam e pegar a Bíblia. "Em vez de ficar postando bobagens, os jovens estão compartilhando a Palavra de Deus", elogia o militar Phelippe da Silveira Knupp, crente batista de Campinas (SP). Entusiasmado com a proposta, Knupp faz pelo menos uma postagem por semana. Suas passagens favoritas são extraídas dos evangelhos. "As pessoas ficam impressionadas quando leio alguma coisa sobre o sermão do monte ou os milagres que ele realizava". A iniciativa tem dado tantos resultados que Knupp já recebeu, em sua igreja, a visita, em carne e osso, de amigos virtuais que fez através do Lançai a Palavra. "Dois deles já manifestaram o desejo de seguir a Cristo", comemora. (Colaborou Carlos Henrique Silva)
Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios
Representação do Big Bang, explosão cósmica que teria originado o universo
Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.
O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.
GÊNIO Michael Keller ganhou US$ 1,6 milhão com a tese
Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.
A CAMINHO DO CÉU
Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.
A palavra trauma é oriunda do vocábulo grego e mantém um significado de
ferida. Já no contexto psicológico o trauma é considerado como uma
interferência forte o suficiente para não permitir que uma ação original
aconteça, tendo assim a capacidade de mudar o rumo, o direcionamento da vida de
uma pessoa, de forma que esta pessoa seja afastada por forças externas de
seu projeto de vida.
A história de Mefibosete
A Bíblia narra em II Samuel a história de um homem chamado Mefibosete,
filho de Jonatas, filho de Saul, um príncipe, homem
de descendência real que quando criança é acometido por um acidente e se torna
aleijado (IISm 4: 1-4). Uma interferência forte começa então a mudar a história
de Mefibosete, o seu projeto de vida, tudo aquilo que seu pai tinha
sonhado para ele.
O que tem te afastado da posição de príncipe? Uma queda (pecado), forças
externas?
Mefibosete é o que podemos
denominar O COLECIONADOR DE TRAUMAS, toda a sua vida foi marcada
por decepções, perdas irreparáveis, frustrações e
angústias. O histórico de vida de Mefibosete nos mostra que os traumas
começaram na sua infância.
O significado do nome Mefibosete
O primeiro nome de Mefibosete tinha sido meribe-baal (O senhor contende)
mais por causa da semelhança ao deus dos cananeus, logo seu nome foi mudado
para ISHBOSET (homem de vergonha) algum tempo depois surge Mefibosete (alguma
coisa indigna/ exterminador da vergonha)
O príncipe, herdeiro do trono,
agora é um homem envergonhado, detentor de traumas, cheio de frustrações.
Os traumas da vida de Mefibosete
1- O trauma físico
(II Sm 4) – O trauma físico sofrido por Mefibosete impedia que ele
exercesse a posição de guerreiro, de valente. Geralmente todos os príncipes em
Israel tinham que ir a guerra, empunhar suas
espadas, defender o rei, Mefibosete não conseguia, imagine a
frustração de ver todos os seus irmãos irem à batalha vestidos com armaduras, e
ele sozinho não poder ir. O trauma físico veio acompanhado de outra notícia
bombástica, de uma dor terrível.
2 - O trauma familiar
Imagine alguém chegando à porta de sua casa gritando: TEU PAI É MORTO E
TODOS OS SEUS FILHOS E SUA CASA, essa noticia chegou
aos ouvidos de Mefibosete, um novo trauma, uma dor ainda mais forte, Mefibosete
naquele momento passava a estar sem pai, sem irmãos sem ninguém.
3 - O trauma emocional
As dores físicas e familiares causaram em Mefibosete uma dor emocional
profunda, a ponto dele mesmo olhar para ele como um cão morto. Um dos mais
inferiores tratamentos em Israel era ser chamado de cão ou cabeça de cão. Agora
imagine a própria pessoa se autodenominar CÃO MORTO. (II Sm 9:8) Ser chamado de
cão morto dava a ideia de ser imprestável, miserável e sujo (II Sm
16:9) O Senhor Jesus disse certa
vez: vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei.
4 - O trauma social
Em conseqüência do trauma físico e familiar Mefibosete é levado a um
lugar denominado LÔ DEBAR (sem pasto/ lugar do esquecimento) um lugar onde
ovelha nenhuma poderia viver. Uma cidade destinada aos doentes, aos miseráveis,
cegos leprosos enfim os
emprestáveis. Foi no lugar do esquecimento, no meio deste cenário que
Mefibosete viveu por quase vinte anos. Mefibosete era um homem que tinha
nascido para viver de tragédias, ou melhor, não viver. Ser esquecido é um dos
piores sentimentos sociais que alguém pode sentir. Mas o Senhor não nos
esqueceu. Em Lc 19:10 o pastor vai em busca da ovelha perdida, num lugar sem
pasto, ou seja, em lô debar. O reiDavise lembrou da aliança
que tinha feito com Jonatas. Jesus te lembra hoje da aliança feita com você. O
posicionamento de Davi foi semelhante à ação de Jesus. ( restituição)
5 - O trauma espiritual-
Os complexos, feridas na alma causaram na vida de Mefibosete uma idéia
de escravidão, ele perdeu a posição de príncipe, todos os bens de sua família,
passando a ser escravo de seus
traumas. Mefibosete talvez tinha esquecido daação de Deus, talvez este não se
lembrava mais das vitórias que Deus tinha concedido ao seu pai Saul.
Mefibosete era oprimido espiritualmente,e andava se arrastando sem FÉ alguma.
Alguns homens de Deus, também, passaram por grandes crises e traumas, o próprio
Davi nos salmos narra suas constantes aflições (Sl. 57:6/ Sl. 38:8/ Sl. 69:29)
Diante de tudo isso, de todas as frustrações o Rei olha para um homem lançado
ao chão, no meio da amargura e vê um príncipe, foi assim que Davi olhou para
Mefibosete. A Bíblia ao narrar os milagres de Jesus diz que ELE
fitava os olhos nas pessoas, fixava os olhos e dizia a tua fé te salvou. Deus
não te vê como um derrotado, como um aleijado, mas sim como um príncipe. O
próprio Davi tinha saído de um lugar de esquecimento e foi posto como príncipe.
A restauração de Mefibosete
A restauração começa em Jerusalém, Mefibosete foi levado do lugar do
esquecimento a uma terra de paz (Jerusalém) A restauração na sua vida pode
começar com os princípios existentes na ação de Mefibosete:
1- Mefibosete foi ao Rei como estava.
A bíblia narra à história de uma mulher sírio-fenícia que foi até Jesus
e se humilhou na presença dele de maneira semelhante à ação de Mefibosete.
Para que haja restauração é necessário
reconhecimento, confissão. Davi enquanto não reconheceu seu estado, seu pecado
tinha os seus ossos envelhecidos (Sl 35:2) O povo de Israel precisou reconhecer
sua situação de escravidão para que houvesse restituição
3- Mefibosete estava cheio de temor.
O temor no Senhor é fonte de sabedoria (Pv. 9:10). Precisamos entrar
na sala do trono, diante do REI com
temor (Sl 19:9) Assim, faziam os sacerdotes quando entravam no santo dos
santos.
A partir do dia em que Mefibosete entrou na presença do rei, ele passou
a comer pão continuamente na presença do REI, os seus termos de possessão foram
restituídos, o homem que tinha perdido a posição de príncipe e se tornado
escravo é novamente colocado como príncipe, como um dos filhos do Rei.
Introdução: Este salmo e um dos mais conhecidos desde as
crianças como qualquer adulto sabe se não todo uma parte deste salmo , muitas vezes
a bíblia e colocada em cima da estante no Salmo 23 aberto, porém não adianta
conhecer o salmo do pastor o mais importante é conhecer o pastor do salmo.
Aquele a
quem o salmista entrega todo o seu caminho
V.1 “O SENHOR E O MEU PASTOR...”.
Não se sabe a circunstanciada
vida do salmista no momento que foi inspirado a fazer este salmo, mas Davi
revel a o segredo do seu sucesso, apesar de ser rei, a vida dele estava
entregue a uma direção a direção do Pastor “o Senhor é o meu pastor”
ele tem conosco uma relação pessoal (Jo 10.3), ele conhece suas ovelhas intimamente
(Jo 10.27,28).
V.1... “NADA ME FALTARA”. Às vezes perguntamos por que
esta faltando determinadas coisas se com ele nada falta, mas quando fazemos uma
análise do versículo podemos encontrar outra versão que diz “O Senhor é o meu
pastor e DE NADA TENHO FALTA” ai entendo que Deus sendo meu pastor eu não
sentirei falta de mais nada, pois terei o mais importante, ELE (Lamentações
3.24).
V.2 “DEITAR-ME FAZ EM VERDES PASTOS...”.
Que tem
insônia não consegui dormir vira-se de um lado para o outro mais não consegui.
Mas que tem o Pastor como Cristo “deita-se em pastos verdejantes, mesmo que o
mundo esteja em seca espiritual ou moral, nos temos através dele o alimento que
sacia a fome da nossa alma (Jo 10.9).
V.2... “GUIA-ME MANSAMENTE A AQUAS TRANQUILAS.”
As
ovelhas são inquietas qualquer perturbação ou barulho as assusta, não consegue
deitar-se se não se ‘”sentirem segura, porem o salmista disse: “Guia-me” ele
não manda ir, ele vai conduzindo, protegendo, sustentando (Isaias 58.11).
V.3 “REFRIGERA MINHA ALMA...”.
Às vezes
a nossa alma encontra-se abatida “REFRIGERAR” Significa: revigorar, restaurar,
retornar ao estão de alegria (Salmo 42.11).
V.”3.” GUIA-ME PELA VEREDA DA JUSTIÇA
Mas uma
vez o pastor como guia desta vez para levar para um caminho reto, de
santificação de comunhão.
V.
4 “Ainda que eu Andasse Pelo Vale da Sombra da Morte...”
Vales são o extremo contrário de
montes. Montes são lugares altos, falam de vitórias. Vales porém, são lugares
baixos que ficam entre os montes.
Vales falam de dificuldades,
tempos de sofrimentos, de angústias. Em nossa caminhada por este mundo, podemos
enfrentar situações e circunstâncias difíceis de resolver. Muitos problemas de
diversas naturezas podem chegar até nós.
V.4 “... Tu Estás Comigo”.
Davi também passou por momentos difíceis de
suportar. Envolvido em combates, perseguido por seus inimigos. Mas ele soube
superar estes momentos, porque depositava em Deus a sua confiança.
"no mundo tereis
aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33.
V.4 “... A Tua Vara e o Teu Cajado Me Consolam”.
A vara e o cajado eram ferramentas do pastor para
resgatar, proteger e guiar as ovelhas. A vara servia para proteger as ovelhas
dos animais ferozes e dos ladrões. O cajado era usado para erguer uma ovelha
pelo corpo ou pelas pernas, quando esta ficava presa entre pedras.
Estas ferramentas eram símbolo do zelo amoroso do
Senhor, que está em uma vigília constante ao nosso lado, levando-nos para a
segurança da sua presença.
"A perdida buscarei,
e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma
fortalecerei;" Ezequiel 34:16
V. 5 "Preparas
uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos,"
Davi confiava que a providência
de Deus era tão grande, que os seus inimigos não conseguiriam vencê-lo, e que
eles veriam mais adiante a benção do Senhor visíveis em sua vida.
Neste dia, todos os seus inimigos
verão o Senhor regozija-te com suas ovelhas, em um grande banquete. Mas eles
não poderão entrar e prantearão eternamente.
V.”5”. Unges Minha Cabeça com Óleo”
Era costume no antigo oriente, no
meio da refeição, o anfitrião ungia a cabeça do convidado de honra, com uma
gota de óleo perfumado. O óleo também simboliza o Espírito Santo. Deus mostra
que somos seus convidados especiais para o seu banquete, as bodas do cordeiro.
E o Senhor nos ungiu e nos perfumou com o seu
Espírito. O óleo precioso que desce sobre nossas cabeças, penetrando nas nossas
mentes, perfumando o nosso entendimento, chegando até a nossa alma. Bendito é
aquele que recebe essa unção sobre a sua vida.
"É como o óleo
precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce
à orla das suas vestes." Salmos 133:2
V.5 “... O Meu Cálice Transborda”.
Durante a refeição, de uma maneira geral, o cálice
simbolizava a alegria. E a unção do Espírito Santo, traz uma alegria que
transborda o nosso ser. É a alegria da salvação, do reencontro com aquele que é
o autor da nossa vida, da volta ao nosso Pai celeste.
V.6 “A Bondade e a Misericórdia do Senhor Me
Seguirão...”.
O verbo [seguir] tem aqui o mesmo sentido, no
original hebraico, da palavra utilizada para descrever o ato de caçar de um
animal selvagem. Quando o Senhor é o nosso Pastor, ao invés de sermos
perseguidos por feras selvagens, somos seguidos pela bondade e pela
misericórdia, que descrevem o amor leal de Deus.
V.”6”. Habitarei na Casa do Senhor por longos dias”.
Mais do que uma promessa terrena
e material, esta palavra também é uma profecia do Reino eterno do nosso Senhor
Jesus, em cuja presença estaremos para sempre, usufruindo das suas promessas e
de suas bênçãos, vivendo eternamente com Ele.
E você não gostaria de entregar a
tua vida na mão deste pastor, se você tem duvida quem ele é ai vai à resposta:
Evagelho de João – Capitulo 10
versículo 11 Disse Jesus"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas
ovelhas”.
“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” Mt 7: 13- 14.
Jesus nos disse nesses versículos, que existe
dois caminhos. Um leva a vida e outro a perdição. A maioria das pessoas
escolhem a porta larga, por ela ser fácil e divertida, mas não sabem que esse é
o caminho que leva a perdição. Vale lembrar que não existe meio caminho, ou
você anda por um ou anda por outro, não há meio termo.
O caminho fácil e a porta larga
Este é o caminho em que o trajeto é fácil,
divertido e confortável. Esse é o caminho em que as pessoas optam em não seguir
a Jesus Cristo. Preferem dar ouvidos aos desejos carnais, ou seja, preferem
andar seguindo as suas próprias paixões. Infelizmente, esse é o caminho que leva a
perdição.
O caminho difícil e a porta estreita
Esse é o caminho difícil, ao qual temos que
crucificar os desejos e as paixões da nossa natureza humana, para viver uma
vida com Cristo. A porta estreita é o caminho da Santificação,
no qual temos que pertencer somente a Deus, ser completamente dedicado a ele e
viver longe dos maus costumes desse mundo. Devemos escolher esse caminho, por mais que
seja difícil e apertado, porque ele é o único caminho que leva a salvação. Temos que negar as nossas paixões e desejos,
sabendo que encontraremos dificuldades nesse caminho. A porta estreita representa a soberania do
Senhor, e o caminho apertado representa a obediência a sua vontade. Seguir a
Jesus Cristo importa em sérias obrigações, onde devemos esquecer nossos
próprios interesses e carregar a nossa cruz (Mt 16.24). Lembre-se: É trilhando por este caminho, que
conseguiremos ser mansos, pobres de espírito e puros de coração. Só assim, conseguiremos chegar ao céu, e lá
viveremos felizes para sempre, adorando ao Reis do reis e Senhor dos senhores.
O
que você imagina que as pessoas dirão durante o seu velório? Está certo, você
não estará lá para ouvir, mas a pergunta nos leva a reflexão profunda com
implicações diretas sobre a nossa vida hoje.
Há certa dose de verdade no dito popular: “Depois que morre todo mundo vira herói”.
Mas também é verdade que a respeito de nós se dirá aquilo que deixamos como
marca registrada de nossas vidas. Não sei quanto a você, mas eu gostaria que as
pessoas pudessem dizer coisas boas de mim após minha partida.
Embora Paulo estivesse fazendo uma menção à figura de
Davi apenas como um contraponto com o Senhor ressurreto, ele acabou produzindo
em Atos 13.36 “Davi, tendo servido á sua
própria geração, conforme o desígnio de Deus; adormeceu...”, um extraordinário
epitáfio para um ser humano! As palavras do apostolo naquela sinagoga a
respeito do grande vulto da nação de Israel são o reconhecimento de que uma
pessoa foi útil à sua geração, de acordo
com o proposito de Deus. E esse é o
maior elogio que um homem pode esperar receber. O rei salmista partiu deste
mundo tendo a certeza de que sua vida não foi em vão e deixou um legado as
gerações seguintes.
Em dias como os nossos, em que as pessoas costumam confundir
fama com sucesso, estas palavras nos levam a uma reflexão transformadora: viver
sem deixar um legado é, nas palavras do poeta Francisco Octaviano, “Quem passou pela vida em branca nuvem, e
em plácido repouso adormeceu; Quem não sentiu frio da desgraça, quem passou
pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, não foi homem, só passou pela
vida, não viveu” . E preciso saber viver de tal maneira que a nossa vida seja
benção para as pessoas que tiveram o privilégio (assim se espera) de conviver
conosco,
Portanto as palavras de Atos 13 não têm a ver apenas com
Davi. Elas nos atingem no tempo e no espaço. É um desafio para que vivamos de tal
maneira que quando findar a nossa existência neste mundo nossas experiências e
realizações não tenha sido em vão como disse o apostolo Paulo “Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco”.
Davi não foi apenas alguém que fez da vida
algo que valeu a pena. Numa época em que alguns, até cristãos, chegaram à conclusão
de que a vida não faz sentido, a história de Davi atesta justamente o
contrario. Só não faz sentido a vida de quem não se preocupa em aprender a
viver.
LEGADO: Aquilo que alguém deixa para o outro, seja material, emocional
ou espiritual.
ESPECTRO: Imagem incorpórea de alguém falecido, fantasma, aparição ilusória.
(I João 2:14) - Eu vos escrevi,
pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi,
jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o
maligno.
1)EM QUE DEVEMOS SER FORTES:
a)Forte na Comunhão
(I Corintios 1:9) - Fiel
é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo
nosso Senhor.
(Atos 2:42) - E
perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e
nas orações.
b)Forte na participação
(Marcos 16:15) - E
disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
(Atos 5:32) - E nós
somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que
Deus deu àqueles que lhe obedecem.
c)Forte na identificação
(Atos 5:28) -
Dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome?
E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós
o sangue desse homem.
(Atos 5:29) -
Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus
do que aos homens.
2)PASSOS PARA SERMOS FORTES
a)Fugindo do pecado, como José
Da
mulher de Potifar:
(Gênesis 39:12) - E ela
lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na
mão dela, e fugiu, e saiu para fora.
José, por lealdade e fidelidade a
seu Deus, bem como por lealdade e fidelidade a Potifar, continuou resistindo ao
pecado (Pv 7:6-27). Ele
triunfou sobre a tentação porque de antemão já estava firmemente decidido a
permanecer obediente ao Senhor e a de não pecar. (Vs 9)
(Gênesis 39:9) -
Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti,
porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria
contra Deus?
(Isaías 59:2) - Mas as vossas
iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados
encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
O pecado e a iniqüidade na vida do crente
levantam um muro entre ele e Deus. Por causa dessa barreira, tal crente já não
desfruta do favor de Deus, nem de
proteção, socorro ou livramento.
Também as orações desse crente não serão
atendidas.
(Salmos 66:18) - Se eu atender à
iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá;
Aqueles que têm prazer na iniqüidade não têm
esperança de resposta às suas orações quando invocam a Deus.
Ele quer que nos apartemos do pecado; só,
então Ele nos atenderá assim como um pai atende um filho.
b)Guardando-nos da contaminação, como Daniel
(Daniel 1:8) - E
Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do
rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe
permitisse não se contaminar.
O ambiente moral da Babilônia era
totalmente pagão.
Daniel resolveu desde o início
não se contaminar, não abriria mão de suas convicções, mesmo se tivesse que
pagar com a vida por isso. Vale a pena notar que Daniel não tinha agora a
presença dos seus pais para orientá-lo, mas seu amor a Deus e à Sua Lei
achavam-se arraigados nele desde a infância,
que ele somente desejava servir ao Senhor de todo o coração.
Aquele que resolvem permanecer
fiéis a Deus, enfrentando a tentação, receberão forças para permanecerem firmes
por amor ao Senhor. Por outro lado, aqueles que antes não tomam a decisão de
permanecer fiéis a Deus e à Sua Palavra, terão dificuldades para resistir ao
pecado ou evitar conformar-se com os caminhos do mundo.
(vs 1:7) O chefe dos Eunucos lhes pôs outros nomes. Para Daniel e seus
amigos ingressarem no serviço do rei, precisavam ter a cidadania babilônica,
que lhes foi concedida com seus nomes babilônicos.
Ao jovem príncipe Daniel (“Deus é meu juiz”) deram o nome de Beltessazar (“Bel [deus
principal da babilônia] proteja sua vida.”); a Ananias (“o Senhor é gracioso”) chamaram Sadraque (“Servo de Áku”,
i.e., o deus-lua) a Misael (“quem é
igual a Deus?”) chamaram Mesaque (“a sombra do príncipe” ou “quem é este?”); a Azarias (“o Senhor ajuda”) chamaram
abede-nego (“servo de Nego”) i.e., o deus da sabedoria ou a estrela da manhã.
Agora como cidadãos da Babilônia passaram a
desempenhar funções oficiais.
Apesar de receberem nome pagãos, esses judeus
resolveram permanecer fiéis ao Deus único e verdadeiro.
c)Ouvindo a voz de Deus, como Samuel
(I Samuel 3:8) - O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel
terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu
me chamaste. Então entendeu Eli que o SENHOR chamava o jovem.
(I Samuel 3:9) - Por
isso Eli disse a Samuel: Vai deitar-te e há de ser que, se te chamar, dirás:
Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. Então Samuel foi e se deitou no seu
lugar.
(I Samuel 3:10) - Então
veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E
disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.
d)Vivendo em santidade
(Salmos
119:9) - Com que purificará o
jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.
Como poderá o crente levar uma vida santa,
resistindo as influências perniciosas que caracterizam o meio ambiente ímpio em
que vivemos?
PALAVRA. A palavra (hebraico: dabar) de Deus
representa tanto a sua revelação em geral, como seus mandamentos e promessas.
Isto implica em guardar os preceitos de Deus a todo instante.
Devemos ser continuamente santos:
3)FERRAMENTAS QUE NOS FAZEM FORTES
a)A Palavra de Deus
(Efésios 6:17) - Tomai
também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
A “espada do espírito que é a
Palavra de Deus”, é a arma ofensiva do crente, para uso na guerra contra o
poder do mal.
(Hebreus 4:12) - Porque
a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de
dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e
medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
A palavra de Deus é uma espada
cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos
pensamentos e motivos são espirituais ou não. Tem dois gumes, ou seja, corta
para nos salvar ou para nos condenar à morte eterna.
b)A Oração a Deus
(I Tessalonicenses 5:17) - Orai sem cessar.
Isso significa permanecer na
presença do Pai, pedindo continuamente sua graça e benção. “Sem cessar” não
significa estar continuamente repetindo
orações formais.
(Isaías 65:24) - E será
que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.
c)O Espírito de Deus
(II Timóteo 1:7) - Porque
Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de
moderação.
(Lucas 24:49) - E eis
que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de
Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.
A “promessa de Meu Pai” refere-se
ao derramamento do Espírito Santo conforme vemos em Isaias 32:15.
(Isaías 32:15) - Até
que se derrame sobre nós o espírito lá do alto; então o deserto se tornará em
campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque.
4)O RESULTADO DE UMA MOCIDADE FORTE
a)É uma mocidade valente
Davi quando adolescente foi motivo de deboche
para os filisteus até derrubar o gigante Golias com uma pedrinha. (I Sam 17:48-58).
E o que dizer de tantos outros homens de
Deus, como Daniel, Josué e Timóteo,
que desde a juventude eram servos fiéis, corajosos e ousados em dar um forte
testemunho do Senhor!
Aliás, toda beleza da mocidade se cumpre
nisto. Em dar forte testemunho do Senhor.
(Provérbios 20:29) - A glória do jovem
é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs (cabelos brancos).
b)É uma mocidade poderosa
(Lucas 10:19) - Eis que
vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e
nada vos fará dano algum.
SERPENTES E ESCORPIÕES. São termos indicativos das mais perigosas
forças espirituais do mal. O crente tem domínio sobre os espíritos malignos,
pois Cristo nos deu Seu poder e autoridade sobre Satanás.
(I João 2:14) - Eu vos
escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos
escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já
vencestes o maligno.
c)É uma mocidade vitoriosa
(I Corintios 15:57) - Mas
graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.
(Apocalipse 3:21) - Ao que
vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci,
e me assentei com meu Pai no seu trono.